Precisamos mesmo seguir todas as tendências?

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Vivemos em uma época em que tudo acontece numa velocidade rápida demais para que possamos acompanhar. A cada segundo somos bombardeados com milhares de informações novas para processar, tecnologias novas para conhecer e produtos novos para experimentar. O computador ou o smartphone que você está usando para ler este blog estará (se é que já não está) ultrapassado muito em breve, por um produto com um diferencial, uma nova tecnologia.
No segmento de moda não é diferente. O tempo em que as grifes lançavam coleções por estação, que encomendávamos roupas inspiradas em looks de atrizes/atores que amávamos ou que comprávamos itens que duravam anos passou, e o ato de usar determinada peça hoje em dia está mais ligado a pertencer a um grupo, ao status, do que expressar algo ou reafirmar algum traço da nossa personalidade.
O mercado de moda precisou se adaptar aos esses novos hábitos de consumo e as marcas passaram a lançar seis, oito coleções por ano. Sentimos o tempo todo a necessidade de comprar sob a influência dos blogueiros, que parecem estar sempre em dia com as tendências, dos milhares de perfis nas redes sociais enchendo os nossos feeds de peças "must have", das várias lojas de Fast Fashion, sempre lançando campanhas sedentas por novos nichos de mercado (recentemente vimos o barulho causado por coleções "no gender" ou com foco no plus size) e para quem não tem grana para consumir tudo que as marcas colocam na vitrine ou não tem tempo de acompanhar cada tendência, isso pode virar um pesadelo.
Considerando que toda tendência ultrapassada acaba se transformando em entulho nos armários e o consumo exagerado só gera stress e danos ambientais gravíssimos, será que não está na hora de entendermos que consumir cada vez menos e de forma mais consciente é a nossa única (e melhor) opção?
A resposta parece ser o movimento Slow Fashion, que entre outras coisas propõe a reutilização de peças, compras em brechós, uso de matéria prima de qualidade, foco no conforto e remuneração adequada a todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção. A cada dia mais e mais pessoas percebem que a maneira que consumimos é insustentável e que diminuir o ritmo é o melhor caminho.
A ideia aqui não é demonizar a moda e não há nada de errado em seguir uma tendência com a qual você se identifique. O propósito é fazer isso de maneira mais saudável, analisando se vale realmente a pena ter aquela jaqueta que a blogueira x usou em um post, ou se aquele tênis branco vale o preço que está sendo cobrado. Se você quer usar uma tendência que já foi usada em outra época e que voltou com tudo, por que não garimpar nos brechós da cidade ao invés de pagar uma fortuna em uma loja? Que tal pagar a costureira do seu bairro por uma peça que tem a sua cara?
Se você pensar bem perceberá que não precisamos seguir todas as tendências, nem tudo vale o que custa. E que dessa maneira a moda pode ser mais acessível e o ato de se vestir pode ganhar um novo significado.





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